Nomes das Personagens

O espetáculo "Saudades, João" exalta a cultura nordestina, através de diversas referências ligadas aos festejos juninos. Entre elas, os nomes das personagens, os quais homenageiam personalidades nordestinas.


LUCY ALVES

Como é o caso da mãe do menino João, atenciosa e sempre preocupada com seu filho, que tem como nome: Lucy Alves. É paraibana, cantora, compositora, atriz e sanfoneira. 


Formada em música pela UFPB, participou do programa The Voice e encantou o Brasil com sua voz e sua sanfona.

Talento e forró não faltam a essa nordestina que até nas suas músicas mais pops não deixa a sanfona de lado. 


JACKSON DO PANDEIRO

Como é o caso da avô do menino João, um apaixonado pelo São João, recém falecido, o que motiva a tristeza de João. Mas a figura do avô se torna fundamental na jornada do menino. O seu nome é Jackson, uma homenagem ao nosso saudoso Jackson do Pandeiro.


José Gomes Filho, ou melhor, Jackson do Pandeiro, como foi eternizado, é mais um paraibano homenageado por nós. 

Cantor, compositor e multi-instrumentista, Jackson é conhecido como o rei do ritmo, em razão de sua maneira de dividir as músicas. Por isso é considerado o maior ritmista da música popular brasileira.

Ao lado de Luiz Gonzaga é um dos responsáveis pela nacionalização do ritmo nordestino e difusão do forró. Jackson (assim como o avô de João) nos deixou aos 62 anos, deixando uma obra riquíssima.Ao longo de sua carreira, ele lançou 30 álbuns com inúmeros sucessos (Sebastiana). Por isso, esse cabra tem lugar reservado no panteão da cultura nordestina. Obrigado, Jackson. Saudades de tu! 


ZÉ RAMALHO

Uma das personagens é José, um dos soldados da Guarda Imperial, uma homenagem a Zé Ramalho.

José Ramalho Neto, o nosso Zé Ramalho, é mais um paraibano homenageado por nós (juro que não foi combinado). Cantor e compositor, Zé conquistou o Brasil com sua voz marcante e suas músicas que marcaram nossas vidas.

Zé Ramalho foi escolhido pela revista Rolling Stone como um dos 100 maiores artistas da música brasileira (41°). Zé já transitou por diversos ritmos e teve a música tradicional nordestina presentes em alguns de seus álbuns (Brasil Nordeste e Nação Nordestina). Tudo isso já seria suficiente para sermos eternamente gratos a Zé Ramalho, mas em 1996, ao lado de Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, gravou o álbum "O Grande Encontro", uma coletânea que se espremer vira um suco de mandacaru de tão nordestino. Obrigado, Zé.  


JOÃO CABRAL DE MELO NETO

Uma das personagens é Severino, um dos soldados da Guarda Imperial, uma homenagem ao sertanejo Severino protagonista da obra "Morte e Vida Severina". Apesar do nome João, a homenagem não foi através do nosso protagonista. Homenageamos o poeta através de sua obra mais famosa.

João Cabral de Melo Neto é pernambucano, poeta e diplomata. Ao longo de sua vida recebeu inúmeros prêmios literários com destaque para o Prêmio Camões (considerado o mais importante prêmio literário de língua portuguesa) e o Prêmio Neustadt (único brasileiro a conquistar o "Nobel americano"). No ano de sua morte (1999) era um dos mais cotados para o Nobel de Literatura. Entre suas obras, impossível não falar de "Morte e Vida Severina", a história de um migrante sertanejo que sai em busca de uma vida melhor na cidade grande. Através de sua poesia, João Cabral retratou o nordeste em sua geografia e em suas mazelas, produzindo obras fundamentais para a literatura brasileira. Obrigado, João Cabral de Melo Neto. Saudades de tu!    


ELBA RAMALHO

Como é o caso de Elba, uma camponesa, apaixonada pelo campo, pela terra, pela natureza. Elba morre de saudades de suas plantações destruídas pelo Mago Censor. Uma homenagem a Elba Ramalho.

Elba Maria Nunes Ramalho, nossa Elba Ramalho, é paraibana, cantora, compositora, atriz e multi-instrumentista. Ela ganhou o Grammy Latino duas vezes e nossos corações milhares de vezes. Dizem que Elba é a Madonna do Agreste, nós não concordamos; na verdade, Madonna é a Elba dos EUA.

Elba é para muitos a voz feminina que melhor representa o Nordeste. Para gente, ela é a rainha do Reino do Norte. Suas músicas embalam várias passagens de nossa vida e tem presença marcante nas nossas playlists. Assim, só nos resta agradecer. Obrigado, Elba. 


MARINÊS

Como é o caso da avó amorosa de João, a grande matriarca da família: Marinês. Uma homenagem a Inês Caetano de Oliveira, a cantora, compositora, atriz, apresentadora e multi-instrumentista pernambucana, Marinês.

Apesar de ser formada em direito, ela dedicou sua vida ao forró, sendo um dos maiores nomes do gênero, ganhando o título de "rainha do xaxado", Desde criança apresentava-se ao lado de seu pai que era seresteiro. Com o passar do tempo, entrou de cabeça no ritmo nordestino e ganhou notoriedade nacional ao se apresentar na abertura dos shows de Luiz Gonzaga, viajando o Brasil inteiro.
Obrigado, Marinês. Saudades de tu.


TEREZINHA DO ACORDEON

Como é o caso de nossa dançarina de forró - Terezinha - que deixou de poder fazer o que mais gosta por ter perdido o movimento das pernas em razão de um feitiço do tirano Mago Cesor. Uma homenagem a Terezinha Bezerra Chaves, a cantora, compositora e acordeonista pernambucana, Terezinha do Acordeon.

Terezinha começou a tocar sanfona aos 14 anos, abandonando a carreira artística após casar (1970). Mas, para nossa felicidade, retornou a carreira artística gravando seu primeiro LP em 1984.Ao longo de sua carreira Teresinha tocou em diversos espetáculos teatrais de Ariano Suassuna, como também em shows de Elba Ramalho e Dominguinhos. Terezinha é um exemplo para todos, mostrando que não podemos desistir dos nossos sonhos. O forró agradece e a sanfona fica em boas mãos. Obrigado, Terezinha.  


LAMPIÃO

Como é o caso de Virgulino, um jovem apaixonado por sua noiva que ficou louco após ser torturado pela Guarda Imperial, passando a imaginar que seu grande amor é uma bruxa e esquecendo do sentimento anterior.
Uma homenagem a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, cangaceiro pernambucano, que ficou conhecido como Rei do Cangaço.

A figura de Lampião é um pouco controversa, mas não há dúvidas que ele é o maior nome do Cangaço, movimento de destaque na história do sertão nordestino.

Assim, a figura de Lampião entrou para o imaginário popular nordestino, seu figurino e estética são usados até hoje em pinturas, artesanatos, entre outros. Inclusive, seu chapéu serviu de inspiração para o Rei do Baião Luiz Gonzaga.Na cultura, Virgulino Ferreira foi retratado no cinema, na literatura, na música e no teatro. Além disso, Lampião também foi compositor, a autora da música "Mulher Rendeira" lhe é atribuída. Você pode amá-lo ou odiá-lo, só não pode negar a importância da sua figura para a cultura nordestina. Obrigado, Virgulino. Saudades de tu.


MARIA BONITA

Como é o caso de Maria Bonita, uma jovem apaixonada que viu seu noivo enlouquecer e esquecer dela após ser torturado pela Guarda Imperial. Desde então, ela segue seu amado para protegê-lo e na esperança que um dia ele volte a lembrar do amor deles.

Uma homenagem a Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, cangaceira nascida na Bahia e companheira de Lampião. Maria Bonita foi a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros, sendo exemplo de mulher guerreira. O nome Maria Bonita popularizou após sua morte, uma vez que em vida ela era conhecida como Maria de Déa (em referência a sua mãe). Viveu ao lado de Lampião até o dia de suas mortes, sendo a Rainha do Cangaço. Obrigado, Maria. Saudades de tu.  


GENIVAL LACERDA

Como é o caso do chefe da Guarda Imperial, o General Genival. Uma homenagem ao cantor e compositor paraibano Genival Lacerda.


Genival gravou 70 discos ao longo de sua carreira tendo sucessos que marcaram a história do forró como "Severina Chique Chique" e "De Quem é Esse Jegue?". Dono de um figurino e estilo únicos. Genival é um dos grandes nomes do nordeste, sendo que sua importância para nossa cultura foi sacramentada em 2017 com o recebimento da Ordem do Mérito Cultural uma das maiores honrarias do Brasil para a cultura.

Genival é sinônimo de irreverência e levou alegria para muitos que escutaram suas letras. Mas como tem um jegue querendo me morder, vou parar esse texto por aqui e sair correndo.Obrigado, Genival.  


DOMINGUINHOS

Como é o caso de Domingos, conhecido como Dominguinhos, um sertanejo que vive cuidando do seu companheiro o Assum Preto, que teve os olhos furados pela Guarda Imperial.

Uma homenagem a José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, cantor, compositor e sanfoneiro dos melhoresPernambucano de Garanhuns, venceu 2 vezes o Grammy Latino (um prêmio importante das gringa) e venceu várias vezes o prêmio de mais tocado em nossa radiola.

Dominguinhos tocava sanfona desde muleque (6 anos), influência de seu pai que era afinador. O talento de Dominguinhos chamou a atenção de um tal de Luiz Gonzaga que convidou o garoto para morar no Rio de Janeiro. Desde então Gonzaga foi seu mestre. Mas o pupilo não parou por aí. Dominguinhos continuou a história do Rei do Baião e difundiu ainda mais o ritmo pelo Brasil e pelo mundo.
Dono de composições imortalizadas do forró, Dominguinhos está entre os principais nomes da música brasileira e influenciou uma geração de novos sanfoneiros.
Obrigado, Dominguinhos. Saudades de tu.  


BRÁULIO BESSA

Como é o caso de Bráulio, um cordelista, um poeta do sertão, que perdeu a fala após um feitiço do Mago Censor.


Uma homenagem a Bráulio Bessa Uchôa, o nosso Bráulio Bessa. Cearense, marido de @camilamendessilva, cordelista, poeta, escritor, palestrante e, no tempo que sobra, torcedor fanático do Fortaleza.

A gente podia contar a história de Bráulio aqui, mas como o cabra é do cordel, vamos ousar nessa narrativa:

A história de um cabra / Que não vem de qualquer canto / Um nordestino, cearense / Nascido em Alto Santo / Ele é poeta de vocação / Batalhador de nascimento / Sua marca é o chapéu / não tira em nenhum momento / É um sucesso na internet / Seguido por uma multidão / Divulgando o nosso cordel / Inté na televisão / Inspirado em Patativa / Sempre humilde e gentil / Divulgou a cultura nordestina / Nos quatro cantos do Brasil / Mas todo verso tem seu fim / Vamo parar com essa conversa / Muito obrigado ao poeta / O querido Braulio Bessa.

Obrigado, Bráulio.  


PATATIVA

Como é o caso de Patativa, o pai rígido do menino João. Uma homenagem a Antônio Gonçalves da Silva, o poeta popular Patativa do Assaré.


Nascido na cidade de Assaré no Ceará, Patativa recebeu esse nome porque sua poesia era bonita como o canto do pássaro.
Patativa ganhou reconhecimento nacional após a publicação de "Inspiração Nordestina" (1956), mas a fama nunca foi seu objetivo e Patativa nunca deixou de ser um agricultor do Cariri.

Ele ganhou diversos prêmios e títulos ao longo de sua vida e sua obra conciliava desde estruturas mais eruditas a linguagem popular.Desde cedo ficou cego do olho direito e frequentou pouco tempo a escola, mas nada disso impediu que o poeta consolidasse uma vasta produção literária, a qual conseguia recitar mesmo depois dos 90 anos (Patativa era conhecido por sua boa memória). Patativa é umas das principais figuras da cultura nordestina do século XX, servindo de inspiração para @brauliobessa que sempre falou que ele era seu ídolo.O poeta nós deixou em 2002, deixando uma vasta obra que retrata a vida do povo nordestino.Obrigado, Patativa do Assaré. Saudades de tu.  


LUIZ GONZAGA

Como é o caso de Luiz, um cantor, que após as proibições do Mago Censor, foi impedido de exercer sua arte.

Uma homenagem a Luiz Gonzaga do Nascimento, o Seu Luiz, o Velho Lua, o nosso Rei do Baião. Sanfoneiro, cantor, compositor e rei. Ele é o nordeste personificado.
A história do Seu Luiz, todo mundo já conhece, virou até filme com @chambinhodoacordeon. Nasceu em Exú no interior de Pernambuco, foi pro Rio de Janeiro pra investir na sua carreira e o resto entrou para história.

Um dos maiores nomes da música popular brasileira e a a maior referência da cultura nordestina. Gonzaga inspirou e inspira inúmeros artistas e é uma referência para todos que querem falar sobre o nordeste.Cada música de Gonzaga é uma aula sobre a nossa região. A vontade era colocar todas no espetáculo. É difícil escolher a preferida. O homem era tão bom que fez continuação de música (Sim! Tipo filme): Asa Branca e A Volta da Asa Branca.A emoção foi tão grande que até faltou luz aqui em casa (juro que é verdade!), aí eu acendi o candieiro e escrevi essa homenagem.Obrigado, Seu Luiz. Saudades de tu. Salve, Vossa Majestade Luiz Gonzaga!  

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